Feito Cola

“Quem procura não encontra”. Essa frase é o que resume minha adolescência. Sabe, acho que o problema fui eu ter assistido muitos filmes da Disney, nos quais sempre havia uma princesinha, que morava em seu lindo e luxuoso castelo, e que sempre esperava por um príncipe. O amo de sua vida. E em algum momento, ele chega. Bobagem. Não espere, nunca! Acredite, é perda de tempo. Segundos, minutos, horas, dias, meses e até anos jogados no ar. Como a poeira que encontramos de baixo da cama quando procuramos um sapato para impressionar alguém. Já dei tantos conselhos inúteis sobre amor e ilusão. Até tem lógica, mas nem eu mesma os sigo, imagina alguém.

Sabe esse tempo que a gente perde deitada na cama, procurando respostas olhando pro teto do quarto? Esse tempo que a gente perde na sexta-feira enchendo a cara (de sorvete, pipoca e muitas comédias românticas)? Esse tempo que a gente perde escrevendo sobre alguém que não merece nem uma vírgula? Merece mais um ponto final, para acabar uma história de contos de fadas que nunca teve um começo com “Era uma vez…”

Eu já tomei minha decisão. Não vale a pena correr atrás de pessoas que não fazem bem. E agora, parece que as lagrimas não correr mais sobre meu rosto gelado. Decidi que vou usar minhas sextas para curtir minhas amigas. Continuar enchendo a cara de besteiras, mas com as coisas boas. Afinal, que dia é hoje mesmo?

Algumas coisas são melhores sendo ignoradas. Já pensou que bom que seria o mundo sem garotos para te iludirem? (Ou não). Arriscar já não parece uma opção, e caminhos fáceis foram cautelosamente fechados para poupar que o tempo me mostre o inesperado. Deixar o relógio dar quatro voltas, e não me preocupar com as mensagens que (não) foram recebidas. Olhar para o celular e ver que ainda é cedo para dormir. Sentir a brisa que balança meus finos cabelos, e não pensar em problemas. Botar o fone e aumentar a música no máximo e dançar sorrindo para todos, sem me preocupar com o que os outros estão pensando.

Quando a ficha caí, o coração aperta. As lembranças parece rirem da sua cara, e as cobertas parecem grandes amigas. Aquele pote de sorvete olha para você e profere: “sua gorda”. Seus olhos começam a escorrer agora. Não de tristeza. De Raiva. Cantar, comer, sentir o vento… tudo isso foi a toa, porque as memórias grudaram em sua mente. O tempo passa, passa e passa mais ainda. Não cura. Esquece. O que sobrou da ferida foi a cicatriz, e o que sobrou da saudade, volta a ser lembrança quando seu dedo encosta nela. As coisas perdem a graça novamente. O céu não parece tão azul, e as nuvens não formam mais desenhos engraçados como antes. Acostuma. Passa. 

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